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Desafiando Gigantes: o filme que uma igreja fez com US$ 100 mil e levou para os cinemas

Uma indicação para assistir em família, sem spoiler: quem fez o filme, como ele nasceu e a pergunta que ele deixa na sala.

RRedação Godflix31 de out. de 2026 5 min de leitura
Desafiando Gigantes: o filme que uma igreja fez com US$ 100 mil e levou para os cinemas
Divulgação/Sherwood Pictures

Se você está procurando um filme pra assistir com a família que não precise de checklist, de pausa pra explicar o que acabou de passar na tela, nem de conversa de emergência no fim, deixa eu te apresentar um que talvez você já conheça — e que merece ser revisto.

Não vou contar o que acontece. Prometo. Mas vou te contar de onde ele veio, quem fez, e qual é a pergunta que ele deixa na sala.

A história por trás do filme

Desafiando Gigantes (Facing the Giants, no original) estreou nos Estados Unidos em 29 de setembro de 2006. E a parte que mais me chama atenção nem está na tela: quem fez esse filme foi uma igreja.

A Igreja Batista de Sherwood, em Albany, na Geórgia, montou a própria produtora, a Sherwood Pictures. A maior parte do elenco e da equipe era formada por membros da própria igreja, gente que tinha outro trabalho durante a semana e foi dar o seu tempo pra contar uma história. O orçamento foi de cerca de US$ 100 mil — pouquíssimo pra um longa-metragem. O filme estreou em apenas 441 salas e acabou arrecadando por volta de US$ 10,2 milhões nos cinemas americanos.

Pensa nisso por um instante: um grupo de crentes, sem estrutura de estúdio, sem estrela de Hollywood, com uma câmera, muita vontade e uma mensagem. E o resultado foi parar nas telas grandes.

Divulgação/Sherwood Pictures — cena de Desafiando Gigantes (2006)
Divulgação/Sherwood Pictures — cena de Desafiando Gigantes (2006)

Quem está por trás

Os irmãos Alex e Stephen Kendrick, que são pastores nessa mesma igreja, escreveram o roteiro juntos. Alex dirigiu e também atua como protagonista, no papel do treinador Grant Taylor. Stephen e Alex assinam ainda a produção, ao lado de David Nixon.

Antes disso, a dupla já tinha feito Flywheel (2003), com orçamento de apenas US$ 20 mil. Depois de Desafiando Gigantes, eles seguiram com Prova de Fogo (2008), Corajosos (2011) e Quarto de Guerra (2015), que ficaram conhecidos do público evangélico brasileiro. Ou seja: não foi um acidente de percurso. Foi o começo de uma trajetória.

Do que o filme fala (sem estragar nada)

A premissa cabe em poucas linhas, e ela está logo no começo: Grant Taylor é treinador de futebol americano de um colégio. Faz seis anos que ele está lá, e o time nunca teve uma temporada vencedora nem chegou aos playoffs. Os pais de alguns jogadores já estão se mobilizando pra que ele seja demitido.

Até aqui, você já sabe tudo que eu vou te contar do enredo. O resto, você assiste.

O que eu posso dizer sobre a mensagem central é isto: o filme é uma história de superação contada de uma perspectiva cristã, e a pergunta que ele coloca é bem mais profunda do que "como ganhar o jogo". É sobre o que significa confiar em Deus quando os resultados não aparecem. Fé, perseverança, liderança, e o que a gente faz quando a vida parece mais gigante do que a gente.

O título já nos convida a olhar pros nossos próprios gigantes: aquele problema que parece grande demais, aquela área da vida que a gente já desistiu de mudar. E aqui vale uma coisa que eu gosto de lembrar:

"Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus."1 Coríntios 10:31

Fazer tudo — o trabalho, o time, a família — pra glória de Deus não é fórmula de sucesso. É um jeito de viver, ganhando ou perdendo.

Por que eu indicaria pra sua família

  1. 1

    Porque é um filme feito por gente que entende sua casa. Segundo os guias de pais que consultei (IMDb e Crosswalk), ele não traz linguagem pesada, cena de sexo nem uso de drogas, e o Common Sense Media indica a partir dos 8 anos. Dá pra assistir com o filho pequeno e com o avô na mesma sala.

  2. 2

    Porque mostra um homem comum, com fraquezas. Num tempo em que a gente discute aqui no blog sobre modelos de herói que hesitam, vale ter na estante um filme em que o protagonista não é super-herói: é um pai, um marido, um líder tentando fazer o certo.

  3. 3

    Porque a história de como ele nasceu é uma lição por si só. Uma igreja pequena, orçamento mínimo, voluntários. É exatamente o tipo de movimento que a GodFlix acredita que pode acontecer aqui no Brasil: famílias e igrejas se unindo pra produzir conteúdo que valha a pena assistir em casa.

Um aviso honesto, de pai pra pai: nos Estados Unidos o filme recebeu classificação PG, por causa de alguns elementos temáticos. Não é nada pesado, mas o filme trata de assuntos adultos que podem gerar perguntas das crianças. Por isso, o melhor é assistir junto.

Antes e depois do filme: três perguntas pra conversar

Pra fazer em família

Antes de apertar o play: o que você acha que quer dizer ser bem-sucedido?

Depois do filme: qual é o gigante que a gente está enfrentando aqui em casa?

Depois do filme: o que muda quando a gente faz as coisas pra Deus, e não só pra dar certo?

Não precisa ter resposta pronta. A conversa é o que importa.

O convite da Godflix

Identificar o padrão é o primeiro passo. Mudar ele é o segundo.

A Godflix nasceu para isso: uma convocação a cristãos em todo o Brasil para apoiar e financiar produções brasileiras e cristãs — histórias em que o herói é quem a criança quer imitar, porque ele é bom, não apesar disso.

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